sábado, 2 de janeiro de 2016

Kwazá

Toy Art Kwazá

#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
129KwazáCoaiá, KoaiáKoazá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO40Van der Voort 2008


Podemos classificar a língua Kwazá, dentre várias outras do estado de Rondônia, como 'isolada'. Isto quer dizer que o Kwazá não se relaciona com outras línguas ou famílias lingüísticas conhecidas. Estudos histórico-comparativos indicam que com relação ao sistema de sons, à formação de palavras e frases e ao léxico, Kwazá é muito diferente de outras línguas. As esparsas semelhanças que existem entre Kwazá e as línguas isoladas Aikanã e Kanoê e as línguas dos troncos Tupí, Nambikwára, Txapakúra e Macro-Jê, se devem provavelmente a uma história milenar de contatos ou à coincidência.

A maioria dos Kwazá moram na Terra Indígena Tubarão-Latundê, município de Chupinguaia em Rondônia, junto com os Aikanã. Uma parte dos Kwazá se reconhece como Aikanã. Em 1998, a população total dessa TI era de aproximadamente 150 pessoas.No fim da década de 1990, havia 25 falantes de Kwazá, sendo mais da metade crianças. Metade dos Kwazá é trilíngüe, pois também falam Aikanã e Português. Uma parte é bilíngüe em Kwazá e Português. Só algumas pessoas falam apenas o Kwazá. Existem alguns falantes de Kwazá como segunda ou terceira língua, e alguns "falantes" passivos, que entendem o Kwazá. A maioria dos falantes de Aikanã é bilíngüe, falando também o Português. Nessa Terra Indígena também mora o povo Latundê, que fala uma língua que se pode classificar como Nambikwára.

Dentre as famílias kwazá/aikanã que moram na Terra Indígena Kwazá do Rio São Pedro, há poucas pessoas que conhecem o Kwazá, além do Português.

Alguns Kwazá moram em cidades (Porto Velho, Pimenta Bueno, entre outros), sem contato com os índios que vivem nas aldeias. Assim como muitos Aikanã urbanos, é provável que eles tenham perdido a língua. Não há dados que confirmem a existência de Kwazá fora do Brasil. A língua Kwazá é uma "língua ameaçada de extinção", isto é, exposta ao risco de desaparecer em muito pouco tempo, porque é falada por poucas pessoas ou/e porque não está sendo transferido para as novas gerações. Na mesma situação também se encontram as línguas vizinhas Kanoê e Latundê.

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