domingo, 3 de janeiro de 2016

Oro Win

Toy Art Oro Win
#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
153Oro WinOro Towati', Oroin, Uruin, Oro Win, Oro Towati'Txapakura
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO73Funasa 2010


Autodenominação: Oro Win ou Oro Towati’. Oro, nessa língua da família Txapakura, significa 'coletivo' ou 'grupo'.

Outros Nomes: Eles preferem usar o nome do seu clã mais do que Oro Win.

População: 73 (SIASI/SESAI 2012).

Localização: Rondônia na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, área oficial d 1.867.120 ha, homologada e registrada no CRI e SPU, com 322 indígenas (SIASI/SESAI 2012), 113 Amondawa (veja perfil separado), 17 Juma (veja perfil separado), 73 Oro Win e 115 Uru-Eu-Wau-Wau (veja perfil separado).

Língua: Sua língua com Wari e Moré (Itene), o povo que mora no lado Boliviano do rio Guaporé forma a família linguística Txapakura. A língua é quase extinta (SIL).

História: Os Oro Win provavelmente fugiram os jesuítas espanhóis na Colômbia, e subiram nas serras Pacaás Novos no século com o primeiro ciclo da borracha. Os Oro-Win vivem nas cabeceiras do rio Pacaás Novos, e suas terras tradicionais incluem este rio e seus afluentes entre o igarapé São João subindo nas cabeceiras até a serra dos Pacaás Novos. Os Uru-eu-wau-wau invadiram sua terra no início do século 20. Os seringueiros chegaram na região nos anos 40 e quando foi estabelecido o seringal São Luís em 1963, e houve um genocídio os Oro Win por Manoel Lucindo da Silva e os sobreviventes foram obrigados a trabalhar na borraça até 1980, quando foram viver com os Wari. Quando o Seringal São Luís foi expulso em 1991, e Manoel Silva condenado em 1994, eles puderam voltar a sua terra tradicional, e uns setenta deles moram no antigo seringal e o Posto Indígena foi criado (Birchall 2011).

Estilo da Vida: A T. I. tem um Posto Indígena Oro-win ???. Há ainda um Posto Indígena não oficial chamado São Luiz, onde mora a comunidade Oro-win, localizada na margem do rio de mesmo nome e assistida pela Administração Regional de Guajará Mirim. A metade da T. I. é rochosa e montanhosa e forma a transição entre a floresta e o cerrado. Dez e sete rios nascem nas escarpas das serras dentro a Terra. Vivem em subgrupos em aldeias separadas. Os Oro Win moram nas aldeias São Luís e Pedreira, os da última se chamam Oro Win-Cabixi. Os Oro Masam vivem no rio Paás Novos próximo à segunda cachoeira. Os Oro Am vivem no médio Igarapé Água Branca, Os Oro Towati' e os Oro Kitam têm suas malocas próximo à confluência do Igarapé Água Branca com o rio Pacaás Novos. Antigamente os Oro Win construíram maloca de dua águas para abrigar todo o parentesco. Nas roças plantavam milho, macaxeira, taioba, cará e batata doce. Pós-contato o plantio é de mandioca para fazer farinha. Caçam porcos do mato, macacos, anta e aves. Pescam e coletam frutos silvestres como açaí, castanha, tucumã, ingá e mel. Perto da casa plantam pés frutas, amendoim e temperos (Bichall 2011).

Sociedade: O casamento é exogâmico entre os subgrupos ou clãs e de preferencia aos primos cruzados. Em 2012 pela primeira vez no Estado de Rondônia um indígena, Roberto Oro-win, foi eleito vereador do PSB no município de Guajará-Mirim. Ele trabalha com agente de saúde da aldeia de São Luíz.

Artesanato: Tecem-se redes, cestos e fabricam-se arcos e flechas cujas pontas eram triangulares e lisas (Birchall 2011).

Religião: Os Oro Win não praticam antropofagia funerária. Os mortos são cremados e as cinzas guardadas em urnas de cerâmica e enterradas.

Cosmovisão: Um mito descreve com um homem criou outros por engravidar uma arvore. Os filhos saíram do tronco e se dividiram entre os antropagógicos, ancestrais dos Wari e os outros que formaram os clãs dos Oro Win. Outro mito conta como um menino oro win esperto roubou o fogo de um sapo. Muitos dos animais eram homens que se transformaram em bicos (Birchall 2011).

Comentário:

Bibliografia:

BIRCHALL, Joshua, 2011, 'Oro-Win', Povos Indígenas do Brasil, Instituto Socioambiental, São Paulo. pib.socioambiental.org/pt/povo/oro-win.
DAI/AMTB 2010, 'Relatório 2010 - Etnias Indígenas do Brasil', Organizador: Ronaldo Lidório, Instituto Antropos -instituto.antropos.com.br.
HEMMING, John, 2003, Die If You Must – Brazilian Indians in the Twentieth Century, London; Pan Macmillan.
SIL 2014, Lewis, M. Paul, Gary F. Simons, and Charles D. Fennig (eds.). 2014. Ethnologue: Languages of the World, Seventeenth edition. Dallas, Texas: SIL International. Online version: www.ethnologue.com.

Nenhum comentário:

Postar um comentário